YouTube, a Terra dos Dispersos
Eu sempre senti que o YouTube representasse uma parte importante da minha vida. Eu vi que foi o meu grande liberador. Porque antes desse período em que vivemos, fazer parte de movimentos de liberação era um tipo de privilégio. Pense nas sufragistas... mulheres brancas inglesas se reunindo em Londres. Eu não sou branca, eu não sou inglesa, não sou hétero. E mesmo se o movimento potencialmente me aceitasse como parte dele, provavelmente os objetivos que ele tivesse não seriam os meus objetivos. Elas queriam votar, trabalhar, ter direitos para divórcio; coisas que eu, como mulher anarquista e lésbica, não priorizaria. Claro, isso supondo que eu fosse transportada para um passado Britânico. Mas existe uma chance de organização esquerdista que funcione nos tempos em que estamos. O número de pessoas que usam a internet no Brasil é 71% e crescendo. Em 2018, metade do mundo tem acesso a internet e a tendência é que continue a aumentar. Não porque os governos querem que o mundo tenha...